Representantes do país se reúnem com autoridades de seis potências em Genebra na segunda rodada de negociações
O ministro das Relações Exteriores do Irã expressou nesta quinta-feira (7) um otimismo cauteloso em relação à nova rodada de negociações com as potências sobre seu programa nuclear, dizendo que a questão "não é insolúvel".
Mohammad Javad Zarif, ministro das Relações Exteriores do Irã, faz discurso (foto de arquivo)
Seis potências mundiais - EUA, Rússia, Reino Unido, China, França e Alemanha - se encontrarão nesta quinta e sexta-feira em Genebra para tentar estabelecer um roteiro que leve ao fim do impasse sobre o programa nuclear de Teerã.
Os EUA e seus aliados temem que a república islâmica esteja desenvolvendo seu programa nuclear com fins bélicos, acusação que o Irã nega, dizendo que seu programa possui objetivos pacíficos.
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O chanceler Javad Zarif disse que o diálogo seria "muito trabalhoso", mas que o objetivo era "superar um muro de desconfiança" criado pelas políticas do Ocidente. Por causa de seu programa nuclear, o Irã é alvo de sanções que prejudicaram sua economia nos últimos anos.
Em comentários feitos a uma entrevista na televisão nesta quinta, Zarif repetiu que "impedir a busca por armas nucleares é uma política da República Islâmica do Irã".
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Antes das negociações, ele se encontrou com a enviada da União Europeia Catherine Ashton em um café da manhã. O porta-voz dela descreveu a reunião como um bom encontro e Zarif afirmou que um acordo estava dentro do alcance.
Após as reuniões no mês passado, negociadores internacionais disseram que consideravam uma proposta do Irã . Nenhum detalhe foi divulgado até o momento.
A última rodada de negociações juntou autoridades do Irã e representantes dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha. Antes deste segundo encontro, uma autoridade do governo americano disse a repórteres que Washington quer que Teerã acorde um "primeiro passo" para impedir o avanço de seu programa.
A autoridade, que falou em condição de anonimato, disse que os EUA esperavam um "entendimento inicial que impeça o programa nuclear do Irã de avançar e retroceda pela primeira vez em décadas".
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Por diversas vezes, entretanto, líderes de Israel fizeram um alerta de que não aceitariam qualquer acordo parcial . Uma autoridade disse que Israel tomou conhecimento de uma proposta sob a qual o Irã cessaria todo o enriquecimento de urânio a 20% - um passo para conquistar capacidade para produzir armas nucleares - e diminuiria o ritmo de trabalho do reator em Arak.
Em troca, segundo disse a autoridade isralense, as sanções econômicas contra o Irã seriam reduzidas. "Israel acredita que esse seja um mau acordo e vai se opor fortemente à sua implementação", disse.
O Irã quer que as dolorosas sanções internacionais sejam suspensas em troca de possíveis concessões que, no passado, o país não estava disposto a considerar, como um aumento do monitoramento internacional em seu programa nuclear e a redução do nível de enriquecimento de seu urânio - uma forma potencial de produzir armas nucleares e o centro de um impasse com o Ocidente.
Negociações internacionais para reduzir os temores de que o Irã estaria interessado em fabricar armas atômicas estão paralisadas há mais de 10 anos, com Teerã insistindo que sua produção é pacífica.
Mas o diálogo aparentemente tomou um novo rumo desde que o presidente reformista Hassan Rouhani foi eleito no Irã em junho.
Portal Folhado RN Com AP, BBC e Reuters


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